Blog do Tomazetti

Impressões pessoais, pensamentos loucos e outros devaneios de André Tomazetti

Devaneios | mIRC Aristocrata e Twitter Democrata, tudo ver?

com um comentário

Cada vez que uma novidade aparece na internet eu vejo a linha que divide o real e o virtual se afinar mais.

Nos últimos messes pudemos presenciar a explosão do Twitter e a constante expansão de outras ferramentas virtuais extramamente ligadas a um dos conceitos básicos da democracia: a força da maioria.

Há alguns anos atrás o mecanismo mais popular da internet era o mIRC, um sistema de comunicação que reunia vário chats temáticos, denominados canais, e identificados pelo sinal #. Qualquer membro que possuísse um nickname registrado poderia criar um canal e tornar-se um operador (OP) deste canal. Ao se tornar OP o membro do mIRC recebe um sinal de @ antes de seus nicknames, o que lhes conferia o poder de nomear outros OP’s, suspender ou expulsar membros “comuns” do canal, ou seja, tinham total controle sobre os debates e sobre os debatentes, uma forma aristocrata de gerir a comunidade.

Por diversas razões, entre elas o surgimento de outras ferramentas sociais online, o mIRC praticamente morreu, passando de milhões de usuários simultâneos em seu auge para alguns poucos milhares nos dias atuais.

Com algumas semelhanças pontuais com o mIRC mas com fundamentos totalmente opostos, em 2008 é lançado o Twitter. O sistema de microblog mais falado nos últimos tempos tem como principal característica a formatação colaborativa de seu conteúdo.

Para se tornar um membro ativo do Twitter você precisa registrar um username (semelhante ao registro de nicknames do mIRC). Uma das diferenças fundamentais entre o mIRC e o Twitter acontece logo após o registro do usuário. Ao concluir seu cadastro o usuário do Twitter recebe um sinal de @ antes de seu username, o que pode ser interpretado “nas entrelinhas”, como uma delegação de poderes de operador. Uma prova clara desses “poderes de OP” concedidos a toda a comunidade de twitteiros (como são conhecidos os usuários da ferramenta), é o formato utilizado para a criação dos tópicos de discussão. Esses tópicos podem ser comparados com os canais anteriomente citados, pois são segmentados por temas específicos e identificados pelo sinal #. A principal diferença entre as hashtags (ou tópicos) do Twitter e os canais do mIRC reside no fato que, para que a primeira exista é necessário o interesse e a participação de um grande número de usuários e seu crescimento, sucesso e desaparecimento dependem unica e exclusivamente da vontade popular, o que confere ares cada vez mais democratas à ferramenta.

Esses e outros casos que recentemente teem acontecido na internet dão claras amostras que a democracia é um regime justo e adorado pela maior parte da população mundial, pois este sistema tem mostrado claros enraizamentos de seus principios fundamentais mesmo em um mondo onde a liberdade de escolha de regimes organizacionais é ilimitada e não regulada.

Viva a internet e viva a democracia!

Escrito por Andre Tomazetti

07/09/2009 em 20:38

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Makro | Uma breve apresentação

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Conforme havia adiantado via twitter, na última semana eu fui convidado a participar de um projeto da rede cash and carry Makro Atacadista. Antes de explicar qual a minha participação no projeto do Makro (assunto para um próximo post) eu apresentarei melhor o conceito seguido pela rede e um pouco de sua história:

O Makro foi fundado pelo Grupo SHV em 1968 na cidade de Amsterdã (Holanda) como supermercado atacadista, iniciando sua rápida expansão internacional, começando em 1970 com inauguração de uma loja na Bélgica e em 1971 na Inglaterra com inauguração de uma unidade na cidade de Manchester (atualmente já são 21 lojas no Reino Unido). Suas atividades iniciaram-se no Brasil em 1972 com a primeira loja na cidade de São Paulo. O crescimento do MAKRO Atacadista no Brasil foi conservador nos seus primeiros 15 anos, com a abertura média de uma loja ao ano. Após estes 15 anos, a companhia adotou uma estratégia agressiva de expansão, aumentando o número de lojas de 11 em 1986 para 21 em 1990. No final da década de 80, a marca iniciou uma forte expansão pelo continente asiático, inaugurando várias unidades na região, estreando em 1989 na Tailândia, em 1992 no mercado da Indonésia, Malásia (1993), China e Filipinas (1996). Em 1998 a empresa alemã Metro, fundada em 1964 e com sede em Düsseldorf, adquiriu as lojas europeias da rede, após essa aquisição o Grupo SHV manteve sob seus cuidados as operações Makro apenas as lojas não-europeias, com excessão das lojas de Zimbabwe e da Africa do Sul, que foram nacionalizadas.
Atualmente, o MAKRO é a maior organização mundial a operar pelo sistema cash-and-carry, estando presente em 26 países. No Brasil está presente em 21 estados e no Distrito Federal (DF), com um total de 47 lojas.
O MAKRO comercializa e distribui uma enorme variedade de produtos, sendo mais de 12.000 itens entre alimentos, não-alimentos e eletroeletrônicos, além das marcas próprias (ARO, Clean Line, M&K, MK Tech, Baldaracci e Q-biz, para citar apenas as brasileiras) a preços ainda mais reduzidos, possibilitando maior lucratividade aos clientes.

O Makro foi fundado pelo Grupo SHV em 1968 na cidade de Amsterdã (Holanda) como supermercado atacadista, iniciando sua rápida expansão internacional, começando em 1970 com inauguração de uma loja na Bélgica e em 1971 na Inglaterra com inauguração de uma unidade na cidade de Manchester (atualmente já são 21 lojas no Reino Unido). Suas atividades iniciaram-se no Brasil em 1972 com a primeira loja na cidade de São Paulo. O crescimento do Makro Atacadista no Brasil foi conservador nos seus primeiros 15 anos, com a abertura média de uma loja ao ano. Após estes 15 anos, a companhia adotou uma estratégia agressiva de expansão, aumentando o número de lojas de 11 em 1986 para 21 em 1990. No final da década de 80, a marca iniciou uma forte expansão pelo continente asiático, inaugurando várias unidades na região, estreando em 1989 na Tailândia, em 1992 no mercado da Indonésia, Malásia (1993), China e Filipinas (1996). Em 1998 a empresa alemã Metro, fundada em 1964 e com sede em Düsseldorf, adquiriu as lojas europeias da rede, após essa aquisição o Grupo SHV manteve sob seus cuidados as operações Makro apenas as lojas não-europeias, com excessão das lojas de Zimbabwe e da Africa do Sul, que foram nacionalizadas.

Atualmente, o Makro é a maior organização mundial a operar pelo sistema cash-and-carry, estando presente em 26 países. No Brasil está presente em 23 estados e no Distrito Federal (DF), com mais de 65 lojas e com o audacioso plano de estender essa marca a 110 estabelecimentos instalados até 2011.

O Makro comercializa e distribui uma enorme variedade de produtos, sendo mais de 12.000 itens entre alimentos, bebidas, não-alimentos e eletroeletrônicos, além das marcas próprias (ARO, Clean Line, M&K, MK Tech, Baldaracci e Q-biz, para citar apenas as brasileiras) a preços ainda mais reduzidos (porém sem redução de qualidade), possibilitando maior lucratividade aos clientes.

Fontes: Grupo Metro, Wikipedia, Mundo das Marcas, SHV

Escrito por Andre Tomazetti

19/08/2009 em 21:35

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Opinião | O PIG* ataca novamente

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Hoje pela manhã resolvi dar uma passada de olhos na Revista Veja desta semana e me deparo com uma matéria nada imparcial.
Com claros objetivos de continuar a guerra antipeemedebista que a imprensa podre vem travando, a Veja publicou uma matéria (A Digestão do Poder, Edição 2123) atacando injustamente o nosso PMDB. As sujeiras em nosso quadro são imensas, a corrupção transita entre nossos “altos-militantes”, mas daí a atribuir ao Partido uma característica que pertence claramente a uma pequena minoria tem muita diferença.
Além de usar argumentos toscos e com o já tradicional viés golpista do PIG* a Veja mente descaradamente em sua matéria. Primeiro mente ao dizer que nosso “PMDB é um partido sem identidade ideológica e sem espinha dorsal programática”, ora Dona Veja não nos faça de idiotas! Segue a ‘espinha dorsal programática’ do nosso partido, que foi aprovada na Convenção Nacional de 24 de Maio de 1994 e ratificada para publicação e registro na Convenção Nacional de 24 de Março de 1996:
1. O compromisso fundamental do PMDB é com a democracia, princípio primordial e inarredável. A inspiração central do Programa do Partido sempre foi a de lutar pela democratização da vida brasileira nos planos político, social e econômico. A democracia é instrumento insubstituível para assegurar dignidade humana e justiça. É importante evitar retrocessos políticos, consolidar e aprofundar as conquistas democráticas.
2 . O PMDB pretende continuar sendo a expressão política da maioria da população brasileira, oprimida e explorada por um regime econômico voltado para a satisfação de uma pequena minoria. Identifica-se, primordialmente, com as lutas e os interesses da grande massa dos marginalizados e excluídos.
3. O PMDB defenderá, intransigentemente, o interesse nacional, concebido como o interesse do povo brasileiro na preservação do território e da soberania nacional, no fortalecimento da autonomia cultural, da capacidade produtiva e comercial, e na defesa dos demais objetivos estratégicos do País.
4. O PMDB é um partido de massas, que continuará atuando, permanentemente, em todos os lugares onde os brasileiros moram e trabalham, e não somente nos Poderes Executivo e Legislativo. É uma organização que vincula os movimentos sociais e reivindicatórios à vida política sem tutelá-los.
5. O PMDB, dentro dos limites da sua linha programática, assegura a seus filiados liberdade de atuação no âmbito de suas atividades profissionais e de sua militância junto aos movimentos de massa. Os filiados ao PMDB terão representação nos órgãos que elaboram as políticas do Partido, as quais, livremente discutidas, quando aprovadas, deverão ser praticadas por todos.
6. O PMDB admite divergências entre seus membros e a existência de correntes de opinião, desde que estas não ponham em risco sua unidade, estrutura e sobrevivência.
7. Para o PMDB, o valor básico da vida social e política é a pessoa e sua consciência. Em nossa realidade histórica, é a população brasileira. O povo é o sujeito, o fundamento e o fim de todas as instituições e das medidas econômicas, sociais e políticas. Não pode ser considerado mero objeto, coisa ou instrumento da economia, do Estado, do partido ou do processo histórico. A pessoa, cada pessoa, de qualquer condição ou estado, tem direito de ser considerada e respeitada em sua dignidade.
8. O PMDB, além de combater a discriminação por credo, ideologia, cor ou sexo, tem como objetivo fundamental a defesa das minorias, ressaltadas as culturas e direitos do índio e do negro, com os objetivos de extinguir a discriminação que ora sofrem e integrá-las no desenvolvimento da comunidade nacional.
9. O PMDB é intransigentemente a favor da vida e, por isso, tem posição firmada contra a pena de morte.
10. O PMDB considera que o trabalho é o fundamento da riqueza coletiva e que seus interesses se sobrepõem aos do capital. O emprego e o salário são critérios de decisão em relação aos investimentos públicos e, havendo alternativas mais eficazes para a geração de empregos, devem elas ser adotadas. A aplicação desse princípio contribuirá para uma distribuição equânime da riqueza nacional.
11. O PMDB defende a participação dos trabalhadores, dos sócios minoritários, e dos usuários nas empresas públicas e privadas, para o aumento da produtividade e melhoria da qualidade dos serviços e produtos.
12. Para o Partido, as empresas, estatais ou privadas, devem pautar suas estratégias de produção e gestão levando em conta o interesse público. As grandes concentrações de poder econômico devem estar sujeitas a um permanente controle democrático.
13. O PMDB continuará movendo implacável combate à corrupção e sonegação. Denunciará às autoridades competentes cada caso que lhe chegar ao conhecimento, para apuração da responsabilidade dos envolvidos. Apoiará também as iniciativas da comunidade em resguardo do erário e do interesse público.
14. O PMDB é um partido genuinamente brasileiro e popular. Ele foi o estuário da resistência democrática que retirou o Brasil da ditadura e o colocou na democracia. Hoje, o Partido continua sendo o veículo da mudança. A esperança não se chama mais anistia, nem Diretas-já ou Constituinte. O novo nome da esperança é desenvolvimento. Desenvolvimento quer dizer criação de empregos, desenvolvimento quer dizer salários dignos, desenvolvimento quer dizer multiplicação de empresas pela livre iniciativa. Desenvolvimento significa assegurar o direito à educação e à saúde, o direito à habitação decente, o direito à segurança da vida e do patrimônio. Desenvolvimento, em suma, é a democratização das oportunidades de uma vida melhor.
Depois dessa tolice a Veja consegue, no mesmo parágrafo, dar outra prova de suas intenções. A revista critica o Partido por ser um dos únicos que admitem a dissidência em seu estatuto. Ô Dona Veja, isso se chama DEMOCRACIA! Você conhece isso? Com certeza conhece, mas não concorda, né? Seria de uma incoerência indesculpável para o PMDB se colocar como um Movimento Democrático e não permitir que essa democracia fosse praticada dentro de seus quadros.
Mais abaixo eles dão mais um choque antidemocrático nos leitores ao afirmar que o PMDB é um Partido acefálico pois não possui um líder (como eles mesmo dizem um “cacique”) que fale em nome do Partido e também por suas células regionais terem autonomia para tomar decisões em seus territórios. Mais uma vez seria uma incoerência não permitir essa autonomia reginal, pois o Partido tem, desde suas origens, um viés descentralizador e que luta por uma maior participação dos poderes regionais (Estados e Municípios) nas decisões estatais, pois estes estão mais próximos dos cidadãos e conhecem com mais clareza as necessidades do povo. O fato de não ter um “cacique” deriva exatamente dessa descentralização, nosso líder é nosso Programa, nossos líderes são as maiorias.
Outra passagem que torna o texto dos golpistas até engraçado é onde eles contam, resumidamente, a participação do PMDB nos governos pós-ditadura. Contam estórias de corrupção no governo Tancredo/Sarney, FHC e Lula mas, quando vão falar da luta do Partido contra o governo Collor eles apenas dizem: “No governo Collor, o partido não teve muito espaço e ajudou a derrubá-lo”. Tsc, tsc, tsc. E ainda emendam com uma declaração do (dizem por aí) imundo Senador Artur Virgílio.
Fica então o meu desabafo, sei que não vou ser “ouvido” pelo PIG* (nem me interessa muito), mas pelo menos coloquei pra fora o que eu penso. Enquanto tivermos uma imprensa corrupta, suja, interesseira e golpista vamos continuar nessa triste situação. Precisamos dar uma limpada na política, isso tem que ser feito por nós. A limpeza na imprensa virá aos poucos, com a difusão da internet e a descentralização do poder desses abutres.
* Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista (Via Paulo Henrique Amorim).

Hoje pela manhã resolvi dar uma passada de olhos na Revista Veja desta semana e me deparo com uma matéria nada imparcial.

Com claros objetivos de continuar a guerra antipeemedebista que a imprensa podre vem travando, a Veja publicou uma matéria (A Digestão do Poder, Edição 2123) atacando injustamente o nosso PMDB. As sujeiras em nosso quadro são imensas, a corrupção transita entre nossos “altos-militantes”, mas daí a atribuir ao Partido uma característica que pertence claramente a uma pequena minoria tem muita diferença.

Além de usar argumentos toscos e com o já tradicional viés golpista do PIG* a Veja mente descaradamente em sua matéria. Primeiro mente ao dizer que nosso “PMDB é um partido sem identidade ideológica e sem espinha dorsal programática”, ora Dona Veja não nos faça de idiotas! Segue a ‘espinha dorsal programática’ do nosso partido, que foi aprovada na Convenção Nacional de 24 de Maio de 1994 e ratificada para publicação e registro na Convenção Nacional de 24 de Março de 1996:

1. O compromisso fundamental do PMDB é com a democracia, princípio primordial e inarredável. A inspiração central do Programa do Partido sempre foi a de lutar pela democratização da vida brasileira nos planos político, social e econômico. A democracia é instrumento insubstituível para assegurar dignidade humana e justiça. É importante evitar retrocessos políticos, consolidar e aprofundar as conquistas democráticas.

2 . O PMDB pretende continuar sendo a expressão política da maioria da população brasileira, oprimida e explorada por um regime econômico voltado para a satisfação de uma pequena minoria. Identifica-se, primordialmente, com as lutas e os interesses da grande massa dos marginalizados e excluídos.

3. O PMDB defenderá, intransigentemente, o interesse nacional, concebido como o interesse do povo brasileiro na preservação do território e da soberania nacional, no fortalecimento da autonomia cultural, da capacidade produtiva e comercial, e na defesa dos demais objetivos estratégicos do País.

4. O PMDB é um partido de massas, que continuará atuando, permanentemente, em todos os lugares onde os brasileiros moram e trabalham, e não somente nos Poderes Executivo e Legislativo. É uma organização que vincula os movimentos sociais e reivindicatórios à vida política sem tutelá-los.

5. O PMDB, dentro dos limites da sua linha programática, assegura a seus filiados liberdade de atuação no âmbito de suas atividades profissionais e de sua militância junto aos movimentos de massa. Os filiados ao PMDB terão representação nos órgãos que elaboram as políticas do Partido, as quais, livremente discutidas, quando aprovadas, deverão ser praticadas por todos.

6. O PMDB admite divergências entre seus membros e a existência de correntes de opinião, desde que estas não ponham em risco sua unidade, estrutura e sobrevivência.

7. Para o PMDB, o valor básico da vida social e política é a pessoa e sua consciência. Em nossa realidade histórica, é a população brasileira. O povo é o sujeito, o fundamento e o fim de todas as instituições e das medidas econômicas, sociais e políticas. Não pode ser considerado mero objeto, coisa ou instrumento da economia, do Estado, do partido ou do processo histórico. A pessoa, cada pessoa, de qualquer condição ou estado, tem direito de ser considerada e respeitada em sua dignidade.

8. O PMDB, além de combater a discriminação por credo, ideologia, cor ou sexo, tem como objetivo fundamental a defesa das minorias, ressaltadas as culturas e direitos do índio e do negro, com os objetivos de extinguir a discriminação que ora sofrem e integrá-las no desenvolvimento da comunidade nacional.

9. O PMDB é intransigentemente a favor da vida e, por isso, tem posição firmada contra a pena de morte.

10. O PMDB considera que o trabalho é o fundamento da riqueza coletiva e que seus interesses se sobrepõem aos do capital. O emprego e o salário são critérios de decisão em relação aos investimentos públicos e, havendo alternativas mais eficazes para a geração de empregos, devem elas ser adotadas. A aplicação desse princípio contribuirá para uma distribuição equânime da riqueza nacional.

11. O PMDB defende a participação dos trabalhadores, dos sócios minoritários, e dos usuários nas empresas públicas e privadas, para o aumento da produtividade e melhoria da qualidade dos serviços e produtos.

12. Para o Partido, as empresas, estatais ou privadas, devem pautar suas estratégias de produção e gestão levando em conta o interesse público. As grandes concentrações de poder econômico devem estar sujeitas a um permanente controle democrático.

13. O PMDB continuará movendo implacável combate à corrupção e sonegação. Denunciará às autoridades competentes cada caso que lhe chegar ao conhecimento, para apuração da responsabilidade dos envolvidos. Apoiará também as iniciativas da comunidade em resguardo do erário e do interesse público.

14. O PMDB é um partido genuinamente brasileiro e popular. Ele foi o estuário da resistência democrática que retirou o Brasil da ditadura e o colocou na democracia. Hoje, o Partido continua sendo o veículo da mudança. A esperança não se chama mais anistia, nem Diretas-já ou Constituinte. O novo nome da esperança é desenvolvimento. Desenvolvimento quer dizer criação de empregos, desenvolvimento quer dizer salários dignos, desenvolvimento quer dizer multiplicação de empresas pela livre iniciativa. Desenvolvimento significa assegurar o direito à educação e à saúde, o direito à habitação decente, o direito à segurança da vida e do patrimônio. Desenvolvimento, em suma, é a democratização das oportunidades de uma vida melhor.

Depois dessa tolice a Veja consegue, no mesmo parágrafo, dar outra prova de suas intenções. A revista critica o Partido por ser um dos únicos que admitem a dissidência em seu estatuto. Ô Dona Veja, isso se chama DEMOCRACIA! Você conhece isso? Com certeza conhece, mas não concorda, né? Seria de uma incoerência indesculpável para o PMDB se colocar como um Movimento Democrático e não permitir que essa democracia fosse praticada dentro de seus quadros.

Mais abaixo eles dão mais um choque antidemocrático nos leitores ao afirmar que o PMDB é um Partido acefálico pois não possui um líder (como eles mesmo dizem um “cacique”) que fale em nome do Partido e também por suas células regionais terem autonomia para tomar decisões em seus territórios. Mais uma vez seria uma incoerência não permitir essa autonomia reginal, pois o Partido tem, desde suas origens, um viés descentralizador e que luta por uma maior participação dos poderes regionais (Estados e Municípios) nas decisões estatais, pois estes estão mais próximos dos cidadãos e conhecem com mais clareza as necessidades do povo. O fato de não ter um “cacique” deriva exatamente dessa descentralização, nosso líder é nosso Programa, nossos líderes são as maiorias.

Outra passagem que torna o texto dos golpistas até engraçado é onde eles contam, resumidamente, a participação do PMDB nos governos pós-ditadura. Contam estórias de corrupção no governo Tancredo/Sarney, FHC e Lula mas, quando vão falar da luta do Partido contra o governo Collor eles apenas dizem: “No governo Collor, o partido não teve muito espaço e ajudou a derrubá-lo”. Tsc, tsc, tsc. E ainda emendam com uma declaração do (dizem por aí) imundo Senador Artur Virgílio.

Fica então o meu desabafo, sei que não vou ser “ouvido” pelo PIG* (nem me interessa muito), mas pelo menos coloquei pra fora o que eu penso. Enquanto tivermos uma imprensa corrupta, suja, interesseira e golpista vamos continuar nessa triste situação. Precisamos dar uma limpada na política, isso tem que ser feito por nós. A limpeza na imprensa virá aos poucos, com a difusão da internet e a descentralização do poder desses abutres.

* Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista (Via Paulo Henrique Amorim).

Escrito por Andre Tomazetti

29/07/2009 em 12:01

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Opinião | Pelo bem do Brasil e do PMDB, Fora Sarney!

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Aproveitando o período de recesso dos congressistas, quando a poeira abaixa e a imprensa deixa um pouco de lado os problemas de nossos senadores e deputados eu quero deixar minha posição sobre a “Questão Sarney”.
Nunca escondi que sou um militante do PMDB convicto e orgulhoso, mas também nunca me curvei ao coronelismo que reina em nosso partido (infelismente isso é comum em todas agremiações políticas) em detrimento ao nosso Programa Partidário nem à Constituição Brasileira.
O que acontece hoje em nosso partido e em nosso senado é um reflexo desse coronelismo e da forma como alguns militantes se curvam ao poder de uma corja podre e sem escrúpulos que teima em comandar nosso movimento. Ao apoiar e tentar esconder José Sarney e suas falcatruas alguns membros do PMDB rasgam, sem dó, o programa do nosso partido, que tem entre entre seus princípios básicos os seguintes dizeres: “O PMDB continuará movendo implacável combate à corrupção e sonegação. Denunciará às autoridades competentes cada caso que lhe chegar ao conhecimento, para apuração da responsabilidade dos envolvidos. Apoiará também as iniciativas da comunidade em resguardo do erário e do interesse público.”
No papel é lindo, e na prática também seria, caso nossos militantes tomassem para si a consciência que regeu nosso partido por muito tempo, quando serviu de estuário da resistência democrática que retirou o Brasil da ditadura, quando encabeçou movimentos de imensa importância como as Diretas Já e a Constituinte de 1988. Ainda tenho esperança de ver o PMDB voltar a ser um partido genuinamente brasileiro e popular, um partido que brigará moralização do país, começando a limpeza pelo seu quadro partidário.
Pelo bem do Brasil e pelo bem do PMDB, FORA SARNEY. Fora da Presidência do Senado, Fora do Senado, Fora do PMDB!

Aproveitando o período de recesso dos congressistas, quando a poeira abaixa e a imprensa deixa um pouco de lado os problemas de nossos senadores e deputados eu quero deixar minha posição sobre a “Questão Sarney”.

Nunca escondi que sou um militante do PMDB convicto e orgulhoso, mas também nunca me curvei ao coronelismo que reina em nosso partido (infelismente isso é comum em todas agremiações políticas) em detrimento ao nosso Programa Partidário nem à Constituição Brasileira.

O que acontece hoje em nosso partido e em nosso senado é um reflexo desse coronelismo e da forma como alguns militantes se curvam ao poder de uma corja podre e sem escrúpulos que teima em comandar nosso movimento. Ao apoiar e tentar esconder José Sarney e suas falcatruas alguns membros do PMDB rasgam, sem dó, o programa do nosso partido, que tem entre entre seus princípios básicos os seguintes dizeres:

“O PMDB continuará movendo implacável combate à corrupção e sonegação. Denunciará às autoridades competentes cada caso que lhe chegar ao conhecimento, para apuração da responsabilidade dos envolvidos. Apoiará também as iniciativas da comunidade em resguardo do erário e do interesse público.”

No papel é lindo, e na prática também seria, caso nossos militantes tomassem para si a consciência que regeu nosso partido por muito tempo, quando serviu de estuário da resistência democrática que retirou o Brasil da ditadura, quando encabeçou movimentos de imensa importância como as Diretas Já e a Constituinte de 1988. Ainda tenho esperança de ver o PMDB voltar a ser um partido genuinamente brasileiro e popular, um partido que brigará moralização do país, começando a limpeza pelo seu quadro partidário.

Pelo bem do Brasil e pelo bem do PMDB, FORA SARNEY. Fora da Presidência do Senado, Fora do Senado, Fora do PMDB!

Escrito por Andre Tomazetti

28/07/2009 em 16:07

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Devaneios | Chrome OS novidade? Que nada. Eu já Sabia!

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Quando cursava Ciência da Computação na Universidade Federal do Tocantins eu fui levado, através de um trabalho coordenado pela Professora Messias Aparecida, a pensar um pouco mais sobre o futuro da computação e, mais especificamente, da internet. Depois de viajar demais (como é comum acontecer comigo) eu comecei a projetar uma imagem da informática como eu queria-sonhava: não precisar me preocupar com a instalação demorada de sistemas operacionais, ter meus arquivos disponíveis em qualquer lugar e em qualquer máquina, não precisar me preocupar com backups… Partindo desses preguiçosos desejos comecei a pensar na informática que eu julgaria ideal.
A primeira parte desse sonho partia de um sistema operacional que seria mais um browser que um SO. Na época eu era um utilizador-partidário do Mozilla Firefox. Dentro do meu sonho de “informática ideal” bastaria que os computadores iniciassem com o Firefox e todas as funcionalidades adicionais que precisariamos seriam adicionadas através de plugins para esse browser.
Exatamente de um plugin desenvolvido para o Firefox veio o início de outra parte desse sonho, a disponibilidade de configurações e serviços em qualquer lugar e em qualquer máquina. Na época a Google lançou o Google Browser Sync, um serviço que permitia a sincronização de bookmarks, feeds, senhas e outras configurações básicas do Firefox. A popularização e constantes melhorias de serviços como Google Docs (armazenamento e edição de textos, planilhas e slides), Flickr (armazenamento e compartilhamento de fotos), Youtube (armazenamento e compartilhamento de vídeos), 4shared (armazenamento e compartilhamento de arquivos) e outros reforçaram essa minha “viagem à informática ideal”.
Com um cenário de softwares caminhando nesse sentido as exigências de hardware seriam cada vez menores, o que ocasionaria uma diminuição de preços e de tamanhos (idéia reforçada na época pelo projeto OLPC), proporcionando uma maior penetração na sociadade em geral, graças aos preços mais baixos, e possibilitando uma maior mobilidade, graças à miniaturização dos dispositivos.
Como eu precisava formular um artigo científico para concluir esse trabalho, resolvi buscar a opinião de algumas pessoas sobre o tema. Fui chamado de Bob algumas vezes e de doido em outras, até que resolvi deixar um pouco de lado esse tema e trabalhar outras idéias que tinha. Como resultado dessa “rejeição” eu acabei preparando um artigo sobre redes WiMesh (nada a ver com o tema inicial mas ficou até mais ou menos).
Hoje, acompanhando a evolução da internet e de seus serviços eu vejo que, se eu tivesse lançado aquele artigo poderia até ser contratado pelo João Bidu, pois estaria prevendo o que aconteceria alguns anos mais tarde. Algumas evidências de que isto está acontecendo são a evolução da programação voltada para a web, a “webização” da maior parte das ferramentas desktop, o lançamento do Google Gears, a popularização dos Smartphones, o anúncio do ChromeOS e os rumores sobre o Google Drive.
Aproveitando esse momento Mãe Dináh, coloco aqui o meu pensamento-sonho-previsão de como será a informática dentro de alguns anos:
  • Sistemas Operacionais como o ChromeOS dominarão sobre sistemas desktop como o Windows;
  • Acabou a bateria do seu notebook no meio da edição de um texto? Faz mal não continua editando esse mesmo texto do seu celular;
  • A nuvem vai complementar o HD, que deverá passar a servir como cache para trabalhos offline;
  • A Google vai voltar com o Google Sync Browser, mas como Google Sync Computer;
  • E eu vou casar com uma mulher linda, ficar rico e morar em uma ilha enorme.
Que meus pensamentos-sonhos-previsões se realizem e que a tecnologia sempre evolua para o benefício de todos.

Escrito por Andre Tomazetti

24/07/2009 em 10:51

Opinião | Confesso que chorei, duas vezes

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Não sou de um tipo sentimental e não gosto muito de histórias “melosas”. Mas confesso que, tomado pela curiosidade, depois de tantos elogios feitos pela Núbia, eu resolvi dar uma passada de olhos na história ‘Marley e Eu’. A princípio fiz o download do livro em versão mobile, apenas com o objetivo de dar uma passada de olhos e conhecer a história por alto enquanto eu me deslocava de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Mas quando “me toquei” já estava concluindo a leitura, com olhos cheios d’água, nó na garganta e lágrimas teimando em escorrer (enquanto eu tentava segurar para não pagar um micasso dentro do ônibus). Encantado pela história do livro resolvi assistir o filme, e dessa vez (aproveitando que estava acompanhado apenas da minha fiel escudeira Dolly) me esbaldei em lágrimas. Nunca havia chorado por uma história de cinema desde o filme “Em Busca do Vale Encantado”, quando eu tinha menos de 10 anos de idade.

Talvez essa reação tenha ocorrido devido ao fato deste ser que aqui escreve ter “uma Marley” em casa. Não pelas travessuras, pela teimosia ou pelas loucuras do Labrador do filme. Mas pelo companheirismo, pela alegria e acima de tudo pela fidelidade que, não só Marley, mas os cães em geral teem em relação a nós, seus donos. Como o próprio autor diz no final do filme:

“Um cachorro não precisa de carrões, de casas grandes ou roupas de marca. Um graveto está ótimo para ele. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Dê seu coração a ele e ele lhe retribuirá. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”

Escrito por Andre Tomazetti

02/07/2009 em 09:51

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Matando o Português | 1 Minheiro = Mil unidades = 1 Milheiro

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Enquanto resolvia alguns problemas Hidrolândia(GO), cidade que moro e aprendi a amar, passei em frente a uma mini-loja de materiais para construção e essa faixa, que estava afixada na porteira (é uma porteira mesmo!) que serve como portão da mini-loja me saltou aos olhos:

Minheiro

Minheiro_zoom

 

Detalhe importante: Conversando com o dono da loja (“Seu Jão”) eu notei que ele pronuncia miNHeiro mesmo. Portanto, não culpem o pessoal que produziu a faixa.

Escrito por Andre Tomazetti

19/06/2009 em 14:54

Opinião | A questão da Maconha

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No último sábado, enquanto seguia minha rotina tradicional de final de semana que inclui “zapear” entre a podridão que é a programação dos canais brasileiros, me deparei com o Programa Expressão Nacional da TV Câmara. Neste programa, cujo tema era a Legalização da Maconha, estavam presentes os Deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Larte Bessa (PMDB-DF), além do Desembargador Valter Xavier e do membro da Marcha da Maconha Renato Cinco.

O assunto é bem polêmico, cada um tem uma opinião diferente e, como de costume, eu tenho um pensamento bem diferente da maioria. Como é um tema que muita gente teima em não discutir (talvez por medo de ser convencido que o melhor caminho é legalizar), eu resolvi postar aqui alguns pontos que eu julgo interessantes e que baseiam a minha opinião a respeito desse assunto:

Enfraquecimento do Tráfico de Drogas e Armas – Com o objetivo de defenderem seu negócio das investidas policiais (e até da concorrência de outros traficantes) os Barões da Droga se armam até os dentes, com equipamentos cada vez mais sofisticados que superam, na maioria das vezes, até o arsenal à disposição dos nosso vigilantes. A legalização do comércio da Maconha e de seus derivados no Brasil será uma rasteira nesses barões que teem a Cannabis Sativa como seu principal ponto de faturamento. Sem dinheiro não tem como comprar armas. Bingo!

Claro que eu não seria inocente ao ponto de afirmar que apenas com uma canetada todo o problema seria resolvido (ainda mais aqui no Brasil onde nem os “pais da lei” as obedecem), mas com certeza será um enorme passo à frente.

Geração de empregos e aumento na arrecadação – A legalização do comércio da Maconha gerará novas oportunidades de negócio, fábricas serão montadas, a agricultura ganhará um novo produto (que se adapta perfeitamente ao nosso clima), empregos serão gerados, impostos serão cobrados (altos, de preferência) e os cofres públicos receberão novas remessas de dinheiro (que antes tinham como único destino o bolso do Barões do Tráfico), remessas que permitirão novos investimentos em educação, saúde, segurança pública… Opa! Segurança pública! Parece que aqui fecha um círculo que começou no tópico anterior. Além de diminuir drásticamente o faturamento dos traficantes, forçando-os a cortar investimentos no tráfico de armas, o Estado terá um “reforço de caixa” que permitirá novos investimentos com o objetivo de resolver o “problema das drogas”. Para resolver esse problema precisamos investir em educação (para impedir que as crianças de hoje se tornem os drogados de amanhã), em saúde (para tratar os dependentes) e em segurança pública (para “educar” aqueles que teimam em agridir o “sistema”). Irônico né? A legalização da Maconha trabalhando em prol do combate às drogas.

Apologia – Sei que daqui a pouco aparece um lesado pra me acusar de estar fazendo apologia à Maconha. Já aproveito pra passar o recado: Nunca usei e não me sinto nem um pouco motivado a fumar um cigarro. Até aquela catinga de fumaça me dá dor-de-cabeça. Não idolatro quem usa, mas também não condeno como se estivesse lidando com um homicida ou um sequestrador, igual muitos por aí fazem. Simplesmente defendo um raciocínio que julgo sensato e benéfico para toda a sociedade. Se debater a legalização da Maconha defendendo essa idéia é fazer apologia à droga eu peço que também tratem aqueles que defendem o Aborto e aqueles que defendem a Pena de Morte como apologistas do homicídio, aqueles que defendem as cotas  para negros e índios como apologistas do racismo e também aqueles que defendem os “MST’s da vida” como apologistas do desrespeito à propriedade particular.

Ainda há muito o que falar sobre esse assunto. Resolvi passar aqui só uma visão geral do meu pensamento a respeito do tema e, quem sabe, criar uma oportunidade para conversar mais sobre o assunto em outras oportunidades.

Escrito por Andre Tomazetti

15/06/2009 em 14:51

Opinião | Petrobrás 10 X 0 Imprensa Podre

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Há algum tempo eu tenho vontade de postar minha opinião a respeito da “Questão Petrobrás” que a oposição PSDBesta PSDBista  teima em criar. Hoje, para minha surpresa, me deparei com um post no Blog Midionauta que consegue descrever em detalhes tudo o que penso. Segue a íntegra abaixo:

Me especializei em publicidade mas acredito que tenho visão sobre todo o conjunto de marketing, herança inevitável da formação em uma das primeiras turmas da ESPM-Rio. Meu primeiro estágio foi na General Electric. A GE é a maior empresa do mundo, atua em 12 setores da economia mundial, e eu trabalhava no marketing de uma das plantas de manutenção de turbinas aéreas – olha só o passado do cidadão. Tecnicamente, posso dizer que já trabalhei com Jack Welch. E é com essa autoridade gaiata que digo: a decisão da Petrobras de criar um blog,o Petrobras Fatos e Dados, para tornar públicas as perguntas dos jornalistas e as respectivas respostas da empresa, é nada menos que brilhante. Para quem ainda não pescou, a ação é uma resposta da empresa à “CPI da Privatização”, que é como está sendo chamada a manobra da oposição que pretende investigar a Petrobras, umas das empresas mais admiradas e lucrativas do mundo. A ação dá um balé na oposição. Nada contra investigar uma empresa pública, muito pelo contrário. Mas que fique bem claro sempre o que está motivando uma investigação como esta, num momento como este. Não precisa procurar muito. A ANJ, formada pelos grandes jornais do país, apontados por importantes jornalistas como cúmplices da oposição entreguista, obviamente não está feliz com a transparência online Obama style da empresa (o Paulo Henrique Amorim explica melhor porque o blog da Petrobras é uma “ameaça” aos jornais). Leia, abaixo, a nota da ANJ e a resposta da Petrobras. Este case só não entra para os livros de Philip Kotler porque não é tão chato.

ANJ SE MANIFESTA CONTRA A PETROBRAS

Empresa divulga perguntas de jornalistas antes de matérias serem publicadas.

NOTA À IMPRENSA

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta seu repúdio pela atitude antiética e esquiva com que a Petrobras vem tratando os questionamentos que lhe são dirigidos pelos jornais brasileiros, em particular por O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que nas últimas semanas publicaram reportagens sobre evidências de irregularidades e de favorecimento político em contratos assinados pela estatal e suas controladas.

Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes. Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um “tratamento adequado”. Tal advertência intimidatória, mais que um desrespeito aos profissionais de imprensa, configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada, pois evidencia uma política de comunicação que visa a tutelar a opinião pública, negando-se ao democrático escrutínio de seus atos.

Brasília, 8 de junho de 2009
Júlio César Mesquita
Vice-Presidente da ANJ
Responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão

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RESPOSTA DA PETROBRAS A NOTA DA ANJ

Blog Fatos e Dados Petrobras

A propósito da nota da Associação Nacional dos Jornais sobre o blog Fatos e Dados, emitida pela entidade em 08/06/2009, a Petrobras declara:

O blog foi lançado com o objetivo de apresentar fatos e dados recentes da Petrobras, o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), e garantir a total divulgação dos esclarecimentos solicitados pela imprensa e as respectivas respostas enviadas aos jornalistas. A Petrobras respeita os princípios universais de liberdade de imprensa, tanto que, em nenhum momento, se esquivou de responder às perguntas enviadas, de forma direta e clara. Tampouco, usou de qualquer meio para evitar a publicação de reportagens e notas, mesmo quando a empresa está sendo atacada.

A noção de confidencialidade e sigilo, como a própria nota da ANJ registra, é um princípio que norteia a relação dos jornalistas com suas fontes (pessoas ou empresas, consultorias). O objetivo principal é preservar aqueles que passam informações aos jornalistas e que, por qualquer motivo, precisam ou querem se manter no anonimato. Mas não há compromisso semelhante de confidencialidade e sigilo da fonte para o jornalista, pois isso limitaria o próprio caráter público e aberto da informação.

Quanto à suposta ameaça citada na nota da ANJ, em seus parágrafos três e quatro, esclarecemos que a Petrobras respeita a imprensa e jamais faria ou fez qualquer ameaça a jornalistas ou jornais. A nota se refere, na verdade, a uma mensagem de segurança padrão e automática, sem qualquer vínculo com o relacionamento com a imprensa e veiculada há anos na correspondência eletrônica emitida a partir do correio eletrônico da Petrobras, por todos os funcionários da empresa. Essa é uma proteção amplamente adotada por provedores confiáveis, e mensagens semelhantes acompanham emails enviados por jornalistas de diferentes veículos. No caso da Petrobras, a mensagem é destinada, principalmente, aos empregados da empresa. Isso pode ser facilmente constatado pela própria leitura da íntegra da mensagem (O emitente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e endereçamento. Cabe ao destinatário cuidar quanto o tratamento adequado. Sem a devida autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição ou qualquer outra ação em desconformidade com as normas internas do Sistema Petrobras são proibidas e passíveis de sanção disciplinar, cível e criminal). O foco interno fica bem claro na citação às normas internas do Sistema Petrobras e na menção a sanções disciplinares, o que só é possível adotar em relação a funcionários.

A Petrobras reafirma que, assim como os veículos de comunicação, defende a livre e ampla circulação de idéias, informações e conhecimento. Como companhia de capital aberto e maior empresa do Brasil, com negócios em diversos países, consideramos que é nosso dever garantir que clientes, acionistas, parceiros e toda a sociedade tenham pleno acesso aos esclarecimentos prestados por nós. Este é o nosso único objetivo.


(Trailer do documentário sobre a Petrobras e o Pré-sal)

Alô agências de propaganda com contas da Petrobras: privatizar a empresa é mandar suas contas para os gringos. Se a idéia do blog da Petrobras não foi de um criativo de uma de suas agências, poderia e deveria ter sido. Este é um dos momentos raros que a propaganda pode ser aplicada como dever cívico mais que do força de vendas. Tô na ficha, hein ;)

Inclusão original

Escrito por Andre Tomazetti

09/06/2009 em 16:50

Publicado em Opinião

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Matando o Português | Self-ServiSe?

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Meus amigos me enchem o saco graças à minha mania de corrigir os erros de português alheios. Como eu não me incomodo nem um pouco com isso, resolvi passar a postar aqui os absurdos linguísticos que encontro por aí.

Pra começar bem eu encontro essa belezura aí debaixo bem na entrada do restaurante onde nós aqui da empresa almoçamos todos os dias:

Self-servise???

Self-servise???

Pra quem não conseguiu notar nada de errado aí vai a ajudinha da wikipedia

Self service (inglês: serviço próprio, ou de si) ou Auto serviço é uma manifestação do setor terciário. Descreve a prática que serviços de estabelecimentos comerciais não são prestados por empregados mas sim efetuados – em partes ou completo – pelos próprios clientes ou consumidores, com a intenção de baixar custos ou alcançar uma melhor disponibilidade no mercado (Glossary, 1997Self, 2009).

Escrito por Andre Tomazetti

09/06/2009 em 15:56