Apple planeja evento para o fim desse mês. Esquece iPad 3!

De acordo com a coluna All Things D, do Wall Street Journal, a Apple está planejando um grande importante evento para o fim  de janeiro. De cara eles já descartam a apresentação do iPad 3, iPhone 5 ou qualquer outro iDevice e avisam que será “algo relacionado a mídia”, já que o responsável pela apresentação será o SVP de Internet Software da empresa, Eddy Cue. Entre os chutes do WSJ estão novidades relacionadas à iTunes Store, App Store, iBookstore, iAd e/ou iCloud.

O TechCrunch aposta, confiando em ‘seguras fontes’, em um lançamento ligado à iBookstore.

Nem compensa esperar muito de um evento nessa época do ano, deve ser mais alguma novidade de menor impacto tipo o The Daily. Vamos esperar.

Wahili, foursquare para quem nao tem foursquare

Foi lançado na app store o aplicativo Wahili oferece a usuários de dispositivos com iOS 5 a indicação de locais possivelmente interessantes baseado nas dicas postadas em venues do Foursquare.

Beleza, eu sei que tem 500 aplicativos que oferecem esse mesmo serviço, inclusive um deles é o aplicativo oficial do Foursquare. Mas o diferencial dessa ferramenta é que o usuário nao precisa linkar sua Foursquare Account para receber essas indicações, basta “treinar” o aplicativo, mostrando lugares que você acha interessantes que ele, através da API “similar venues” vai procurar algo que possa lhe agradar. Lindo né?

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Aí se eu te pego, A Vingança

Cada dia me sinto mais convencido que a capacidade de enxergar os problemas sob outros ângulos torna a pessoa mais feliz. A última prova que tive sobre essa teoria foi lendo o tweet do Zé Dassilva sobre a praga do ‘Ai se eu te pego’.

Renato Russo havia profetizado na música Geração Coca-Cola:

(…) vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês (…)

E eis que aparece uma versão em inglês dessa porcaria que nos atormenta dia e noite no Brasil. Não alivia, nem ameniza nosso sofrimento, mas dá uma falsa sensaçãozinha de vingança.

Vídeo do iSeutepego

Sentimento bom, não sei de quê

Numa noite, do nada, ouço essa música e me bate uma sensação estranha (mas gostosa). Não é amor, não é paixão… mas é gostoso e bem próximo disso. Vamos deixar rolar e ver o que vira!

Grifadas as partes que o coração palpita ao ouvir.

Ainda bem
Marisa Monte

Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim

O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão
Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar

Assim

O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão
Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar

Assim

 

Update: Clipe oficial

 

Um 2012 minimalista

No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.

É com essa frase do poeta norte-americano Henry Wadsworth Longfellow que me guiei durante as últimas semanas na preparação do planejamento pessoal para 2012. Simplicidade e utilidade são duas palavras que resumem o estilo minimalista que resolvi adotar em todas áreas, desde o guarda-roupas até o planejamento financeiro. Vamos ver onde vai dar!

Que as marcas atrapalhem menos. Amém.

Eu não consigo entender o relacionamento que a maioria das marcas têm com seu público. Elas querem nossa atenção e nossa fidelidade mas, em todos momentos que tentam se comunicar, estão nos atrapalhando e enchendo o saco. Seja se enfiando entre os blocos de nossos programas de TV/Rádio com propagandas chatas, seja “pulando” na frente dos sites que acessamos com popups/banners coloridos ou emporcalhando a cidade com panfletos e cartazes. Fazendo uma analogia com o relacionamento entre as pessoas seria como um rapaz que é apaixonado por uma moça e tenta dizer isso da forma mais inconveniente, atrapalhando a diversão da donzela e enviando mensagens que não interessam a ela naquele momento.

Não seria mais fácil para o rapaz oferecer à moça algo que ela realmente quer? Não daria mais resultado se ele oferecesse algo útil, que poderia substituir o que a moça faria naquele momento se não estivesse sendo galanteada? Para as marcas vale o mesmo! Um exemplo da aplicação disso:

- O cliente paga para assistir ao show do artista KYJ. Seu desejo principal é assistir ao show. Mas não seria nada mal se ele tivesse um lugar mais confortável, mais perto do palco, menos apertado, mais seguro, entre outros benefícios.

- A marca XYZ sabe que os fãs de KYJ fazem parte de seu público-alvo e resolve fazer uma ação durante o show. Seguindo o pensamento atual ela: distribuirá panfletos na entrada do evento, estampará sua marca em todos lugares possíveis durante o evento, exibirá seu comercial nos telões do palco, entre outras ações intrusivas.

- E se, ao invés de fazer essas ações chatas, ela criasse um espaço com aqueles requisitos adicionais apresentados no primeiro tópico? A marca prestaria um serviço ao seu público ao invés de atrapalhá-lo. Com uma segmentação e uma execução bem feitas essa marca conseguiria uma penetração muito maior, um ROI otimizado, a um custo inferior e sem incomodar a ninguém.

Esse conceito pode ser adotado por todas as marcas em todas as mídias. Já pensou no fim dos intervalos comerciais na TV? No fim dos banners chatos? Tudo isso é possível e depende de nós marketeiros e de nossos amigos publicitários.

Política Internacional | O Irã e o Iraque. Coincidências?

“Saudações, meus amigos brasileiros (…)

Qual é o problema com vocês? Por que é que vocês não demonstram boa vontade e não se juntam a nós nesta guerrinha contra o Irã? Vocês não sabem que é preciso obedecer e fazer o que foi mandado quando a única superpotência sobre o mundo esta ladrando? Nós latimos, vocês pulam – essa é a regra! O que é que houve? Mr. Obama e Mrs. Clinton não ofereceram uma caixinha boa o bastante para animá-los a apresentar armas contra o povo do Irã? Vocês não sabiam que Ahmadinejad, o Malfeitor, tem armas de destruição em massa? Tremendas armas!!! Isso mesmo!!! Assustadoras! Ele… Ele… Ele pode ficar invisível, e ele pode transformar você em uma traça! E, e.. ele pode voar também! (…)”

Não, este texto não pertence a mim e também não expressa meu pensamento a respeito da questão do Irã. Trata-se do primeiro parágrafo do prólogo à versão brasileira do livro “Cara, cadê meu país?” de Michael Moore, devidamente editado por mim substituindo os personagens da guerra contra o Iraque pelos participantes da peleja norte-americana contra o Programa Nuclear Iraniano.

O que me levou a postar esse trecho, e a inserir as adaptações acima referidas, foi a estreita semelhança que vejo entre os dois projetos empreendidos pelos EUA. A começar pelo motivo da “briga” (suspeita da posse de armas de destruição em massa), passando pelos principais apoiadores e, como uma “cereja no bolo”, a teimosia de Clinton-Obamiana em não aceitar um acordo intermediado por outros países, mesmo que esse acordo tenha resultado no compromisso em cumprir as exigências por eles impostas.

Em momento algum a minha intenção é tratar como inocente um governo que atropela qualquer tipo de opositor, que nega aos seus cidadãos a direito de expressar opiniões contrárias àquelas por eles defendidas, e que frauda eleições para se manter no poder, como faz o Irã. O povo iraniano precisa sim ser libertado dessa ditadura que lhes cerca. Mas temos que nos ater à questão que realmente está em jogo, o Programa Nuclear.

Sem querer fazer tempestade em copo d’água, quero apenas alertar para a semelhança entre os casos do Irã e do Iraque, e torcer (já não serei escutado) para que não cheguemos ao mesmo fim trágico.

Para finalizar quero recomendar dois livros que me fizeram enxergar mais ainda a proximidade dos dois casos, principalmente no tocante à atuação da imprensa norte-americana, o já citado “Cara, cadê meu país?” de Michael Moore e “Corrupção à Americana” de Amy Goodman e David Goodman.

Opinião | O brasileiro tem síndrome de vira-latas

Há alguns anos tenho observado o quanto nós brasileiros temos um certo receio em assumir posições de liderança perante outros países ditos “desenvolvidos”. Essa falta de auto estima nacional e, em alguns casos, até de respeito pelo próprio país eu costumo chamar, sem intenção de desrespeitar ninguém, de síndrome de vira-latas.

Quando sobrevivemos à crise econômica de 2008 sofrendo alguns arranhões e poucos hematomas, em oposição às grandes feridas que foram abertas nas “grandes nações” e que sangram até hoje, não soubemos reconhecer a nossa força. A forte estrutura do nosso sistema financeiro implementada pelo governo FHC e mantida pelo governo Lula, além das inteligentes medidas anti-crise criadas pelo governo atual, seriam motivo suficiente para endeusar qualquer governo europeu. Mas para nós o Brasil “não fez mais que a obrigação”.

No setor energético nosso país também é exemplo para qualquer outro. A matriz energética mais limpa e com um índice de sustentabilidade tanto econômica como ambiental altíssimo mereceria, no mínimo, os parabéns de quem a utiliza. Nosso BioDiesel, que passou a ser levado a serio após uma gestação de cerca de 30 anos, e que é destacado por estudos internacionais como um dos grandes protagonistas de uma futura revolução mundial verde, ao lado da energia eólica, também deveria ser motivo de orgulho nacional.

O protagonismo brasileiro em lutas mundiais como no combate à miséria na África, nas missões pacificadoras do Timor e do Haiti, a liderança de grupos como o G-20, o Mercosul e outros tantos G’s que surgem a cada ano são claros exemplos que não somos “qualquer um” perante os outros países. Só nós, os brasileiros não reconhecemos isso.

Nós temos um patriotismo quadrienal e que dura cerca de 3 a 4 meses, dependendo da colocação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de Futebol. Nessa época, e só nessa época, é possível reconhecer um certo sentimento nacional aflorado. Carros com bandeiras verde e amarelas, roupas e acessórios destacando o “orgulho de ser brasileiro”, pessoas defendendo o Brasil com unhas e dentes em qualquer discussão… mas só até julho.

Em momento algum defendo que ser patriota representa se pintar de verde e amarelo. Ser patriota é muito mais que isso, e definir o patriotismo é quase impossível em poucas linhas. Mas, indiscutivelmente, o primeiro passo é amar o Brasil de forma incondicional. Valorizar aquilo que é nosso e defender os interesses de nosso país, colocar o Brasil acima dos interesses político-eleitorais ou pessoais e pensar em verde e amarelo seria um grande começo e que não demanda muito esforço, basta querer. Pense nisso.